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As invasões irlandesas

Resumo por Raquel Torres e Ruairí Moróteo. Publicado originalmente sob convite na página de Mitologia Nórdica do Facebook.

invasao1A mitologia celta é tão vasta e muitas vezes complexa, mas estamos aqui pra dar uma mãozinha. E se formos falar das divindades celtas, em especial os da Irlanda, temos que citar as “raças” que habitaram a Ilha Esmeralda para que se possa entender mais sobre seus deuses.

O “Lebor Gabála Érenn” (O Livro das Invasões) menciona 6 tribos diferentes que dominaram a ilha, algumas amplamente conhecidas, outras muito misteriosas. Continue Reading »

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    Traduzido por Ana Beatriz e Daniel Nicolato. Revisão por Laise Ayres.

1. Os Tuatha De Danann estavam nas ilhas no norte do mundo, estudando conhecimentos ocultos e feitiçaria, artes druídicas e bruxaria e ofícios mágicos, até que eles sobrepujaram os sábios nas artes pagãs. Continue Reading »

Danu e Bile: Pais primordiais? por Alexei Kondratiev

Nota da tradutora :”Segundo os estudos fundamentados na sociedade Indo-Européia de Georges Dumézil, as sociedades dessa origem, como as celtas, poderiam ser claramente dividida em três funções primordiais: soberania, guerra e de artifício (agricultura, tecnologias e artesanato).Essas três funções foram citadas anteriormente no séc. XVII pelo historiador irlandês Geoffrey Keating que propôs que a tradução do termo Tuatha Dé Dannan, hoje popularizada como “Povo da Deusa Dana” ,segundo sua visão, faria menção às três categorias que formavam o grupo- e não à personagem Dana  -assim sendo o primeiro Túath= quem tem posição de nobreza e comando na tribo, o segundo Dée=deuses ou nome dado aos druidas e Dánann, os detentores das artes e técnicas.

Curiosamente o termo dado a Lugh, Samíldanach, traduz-se “o de mil habilidades” e não raro os Deuses Irlandeses são chamados de Aes Dana, “os que possuem habilidades” ou “os que fazem arte”, traduções que não se referem a uma divindade Danu, mas às habilidades, capacidades. O artigo que segue abaixo é do pesquisador russo Alexei Kondratiev que é celtólogo e linguista, e desde 1984 ensina gaélico irlandês no Centro de Artes Irlandesas de Nova Iorque, ministra cursos de mitologia celta, cristianismo celta primitivo, história da música tradicional irlandesa e assuntos afins. É autor do livro  The Apple Branch: A Path to Celtic Ritual, e contribui com inúmeros artigos à publicações como Mythlore, Mythprint, Keltoi, CARN, People of the Earth e Keltria. Seus artigos podem ser encontrados no site Imbas e no site da ADF. Alexei Kondratiev, baseando-se na literatura medieval irlandesa e em seus conhecimentos linguísticos traça um panorama, e inevitavelmente põe em cheque, algumas crenças sobre de Danu e Bile.”

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Conto traduzido por Simone Albuquerque e revisado por Ana Beatriz e Daniel Nicolato.

Do Livro Amarelo de Lecan

1. “Eu sou Aed Abaid de Ess Rúaid, isto é, O Bom Deus da magia dos Tuatha Dé Danann, e Rúad Rofhessa, e Eochaid Ollathair são meus três nomes.”

2. E assim estava, tendo às suas costas Cermait Milbél, um de seus filhos, que tinha caído em luta e combate pelas mãos de Lug, filho de Cian, Grande Rei da Irlanda. O Dagda recorreu ao seu conhecimento e ciência, e, portanto, olíbano e mirra e plantas foram colocadas em volta do corpo Cermait, e ele levantou Cermait nas suas costas, e carregando Cermait ele percorreu o mundo, e veio para o grande mundo oriental.

3. Ele encontrou três homens vindo na estrada e na direção com os tesouros de seu pai. O Dagda pediu que lhe falassem o que havia ocorrido, e eles disseram “Nós somos três irmãos de pai e mãe, e nós estamos partilhando os tesouros de nosso pai”. Continue Reading »

Tradução do Lebor Gabála Érenn, feita por Fernanda Peretti em 2006, versão revisada e atualizada 2012. Todos os direitos reservados.

Parte II:

 Book of Leinster

1160 A.D.

(com algumas interpretações variantes interpretações do Livro de Fermoy)

 Irish Texts Society

 First redaction (R1)

 [ ] = importância glossarial no texto

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A Viagem de Bran

tradução Lornnah Carmel 2003

O Texto A VIAGEM DE BRAN pertence á classe literária céltica conhecida como echtai ;histórias de aventuras sobrenaturais.

O texto é datado do século 7 ou 8 e.c. e foi traduzido do irlandês arcaico por Kuno Meyer em 1890.

A história contudo, é certamente de origem pré-cristã.

Imram Brain – A Viagem de Bran, filho de Febal à Terra dos Vivos.

Foram cinqüenta quartetos de mulheres de terras desconhecidas cantando no chão da casa de Bran, filho de Febal, quando a casa real estava repleta de Reis, que não sabiam de onde as mulheres estavam vindo, uma vez que toda plataforma estava fechada.

Assim começa a história. Continue Reading »

Tradução do Lebor Gabála Érenn, feita por Fernanda Peretti em 2006, versão revisada e atualizada 2012. Todos os direitos reservados.

Uma ótima forma de começar a tradução dos mitos irlandeses 🙂

Aqui vai a parte I:

 Book of Leinster

1160 A.D.

(com algumas interpretações variantes interpretações do Livro de Fermoy)

 Irish Texts Society

 First redaction (R1)

 [ ] = importância glossarial no texto

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